terça-feira, 15 de novembro de 2016

Conto: TMM - O Cruel Destino de um Homem Bom.


A vida não andava boa para Timóteo Maria Melgaço, um homem bom, de passado sério, que vivia dentro dos conformes. Fiel cumpridor das leis e dos deveres, não fazia um mês que havia perdido a esposa, morta por câncer, andava preocupado com seu emprego devido a uma crise financeira que atingia em cheio a montadora de eletrodomésticos onde trabalhava. Mais da metade dos seus colegas de turno estava sendo dispensada.

Desde a sua fundação, trabalhava como encaixotador na montadora instalada em São Bernardo, cidade onde, antes da crise, de segunda a sábado, horário integral, pegava três conduções lotadas para que pudesse trabalhar. Timóteo vivia em um bairro humilde, de gente pobre, e tinha uma vida sem graça, quase xucra, porém honesta. Em seu íntimo, sentia que as duas décadas de absoluto sacrifício pelo sucesso da empresa já não pareciam mais um motivo razoável para que não fosse demitido e o resto não os importava simplesmente. - “Para quem é pobre, quando o bicho pega, a gratidão é a ingratidão de levar uma bicuda no traseiro e ser assim um dos convidados ao amargo gosto da lágrima de quem chora, impotente, o olho da rua.” - filosofava.

Em uma sexta, chegou na montadora para trabalhar e foi abordado por um dos colegas. Tenso, o colega comentou com Timóteo estar convencido de que todos do turno da manhã seriam finalmente despedidos no final do dia. Em tom de gravidade, o colega acusou a chefia de ter dito que outro colega disse, que ouviu de um dos supervisores, que estavam planejando uma injustiça maior do que a de serem somente demitidos: que não receberiam nem o salário daquele mês. O abalo ficou visível no rosto de Timóteo, que, pouco conseguindo disfarçar o que sentiu, andava pelos corredores com a cabeça baixa.

Pai de três filhos: Julienne Melgaço, de dezenove anos, ex-universitária, Felipe Maria Melgaço, um ano mais velho do que a irmã, desocupado, e Zlatan Inácio de Souza, o mais velho entre os três e o único que trabalhava. Seu trabalho era na mesma montadora em que trabalhava o honesto pai, por quem sentia grande orgulho. Era auxiliar de limpeza, faxineiro, e fazia questão de ajudar no sustento da família; quando recebia o salário, dava nos dias cinco dos meses metade dele para pagar as contas de casa e os outros cinquenta por cento eram divididos para si e para a pensão da filha crescida que havia tido com uma namoradinha de adolescência. Sua filha chamava-se Raquel. De vez em quando, Raquel visitava o pai, matando a saudade de Timóteo. - “Como vai, vovô?” - e era recebida calorosamente. Timóteo Maria Melgaço amava todos.

Veio o final da semana e Timóteo ainda estava empregado, bem como os colegas do departamento de encaixotamento.

Na segunda-feira, ao chegar na montadora para trabalhar, foi chamado à diretoria para conversar sobre sua situação na empresa. Certo de que finalmente seria demitido, Timóteo foi ao encontro dos diretores, se despedindo dos colegas que viu pelo caminho, nos corredores, mas, por obra e graça do Bom Senhor Que Não Desampara Ninguém, não foi bem isso o que aconteceu. Ao entrar na sala, deparou-se com apenas um dos diretores: Valdivino, que era seu chefe direto e o encarregado no planejamento de todo o setor de montagem. Valdivino pediu para que Timóteo, cristão de valor, se sentasse; Timóteo que, por sua vez, ouviu o impensável dele, uma proposta que recusou prontamente com uma pancada na mesa e que saiu da sala batendo a porta. - “Quê ideia mais absurda, minha filha não te ama!” - agora, não seria, ele, o demitido, pediria demissão de uma vez por todas e iria atrás de todos os seus direitos, sem a exceção de nenhum deles, e reclamaria Valdivino na Justiça por danos morais. Muito antes daquele dia, Timóteo já enxergava Valdivino como um homem arrogante e nunca chegou a admirá-lo. Tinha por ele uma conveniente tolerância que visava justamente manter o emprego que tanto dependia o sustento da família. A tolerância chegara ao fim.

O enfurecido encaixotador deixou a sala tão logo Valdivino foi correndo atrás dele e o obrigou a retornar para que pudessem conversar, agarrando-o pelo braço e o ameaçando com virulência, enquanto que os outros funcionários do setor assistiam a cena pasmados, fazendo aumentar a coisa toda, a indignação de Timóteo, sua inconformidade. Não obstante, com muita persistência, conseguiu-se o convencimento para o casório. Timóteo retornou à sala e Valdivino, então, refez a proposta, só que desta vez com menos precipitação, brusquidão, grosseria, reafirmando respeitosamente ao subordinado que garantiria o seu emprego com a condição de que Julienne se casasse com ele. Assegurou que a amava como nem um homem no mundo conseguiria amar uma mulher e que daria tudo do melhor para ela, coisa que Timóteo, se trabalhasse vinte e quatro horas por dias, sete dias por semana, a vida toda, nunca poderia dar. Timóteo Maria Melgaço ouviu ainda a promessa de que a filha seria tratada com carinho, dedicação, e que a pretendida teria tudo do bom que quisesse, no momento que desejasse. - “Tudo mesmo?” - o encaixotador acabou por aceitar a proposta porque, além da garantia verbal de que nada faltaria à filha, também precisava do emprego para sustentar os demais da família e manter assim a sua tão batalhada honra de homem provedor. Restaria-lhe apenas o milagre de fazer com que a filha aceitasse o arranjo.

Timóteo deixou a sala de Valdivino e voltou ao trabalho com um imenso alívio estampado no rosto, pois estava a salvo do que mais o vinha agoniando se cumprisse o combinado. Os colegas estranharam o alívio ao revê-lo, alguns presenciando a discussão inclusive, mas ninguém que chegasse perto de desconfiar da razão do alívio. - “Que foi que houve?” - perguntavam. No que Timóteo, por sua vez, respondia. - “Foi nada, apenas um mal entendido.”

De noite, ao chegar em casa, foi logo procurando a filha para ter a conversa. Nem Zlatan e nem Felipe estavam em casa. Após sair do trabalho, Zlatan foi visitar a filha, já Felipe jogava bola com uns amigos. Julienne, como fazia todos os dias nesse horário, encontrava-se na cozinha, onde terminava de aprontar o jantar. Avançava sete horas da noite. Amorosa, Julienne cumprimentou o pai assim que o viu entrar na cozinha. Timóteo deu beijo na testa da filha e perguntou como havia passado o dia. Julienne agradeceu e respondeu que tudo transcorrera nos conformes, na perfeição. - “Aconteceu alguma coisa, papai? Parece preocupado.” - Timóteo voltou a beijar-lhe a testa. - “Tudo na paz.” - não teve coragem de falar sobre a proposta de Valdivino. Jantaram, os dois, sozinhos, e tiveram uma hora bastante agradável. Após o jantar, Timóteo foi para o quarto, humilhado. Sentiu que deveria ter contado logo à filha o que se passara. - “Sou um desgraçado!” - se condenou.

Timóteo foi trabalhar no dia seguinte torcendo para que Valdivino tivesse esquecido o acordo, mas Valdivino, assim que os funcionários começaram a pegar no pesado, mandou chamá-lo à sua sala. - “Timóteo, falou com ela?” - o encaixotador de eletrodomésticos, meio sem jeito, respondeu que não. - “Por que?” - Timóteo alegou que não havia tido coragem. Valdivino, frente a isso, ofereceu-o uma segunda chance. - “Amo sua filha, Timóteo. Ainda quer manter o emprego?” - Timóteo Maria Melgaço, invés de responder com um mero sim, o agradeceu com um aperto de mão, deixou a sala e voltou ao trabalho.

De volta em casa, foi para a cozinha decidido a falar com a filha de uma vez por todas. Antes, enquanto retornava, aproveitou para estudar a melhor forma de contar à filha sobre Valdivino e concluiu com a que mais lhe pareceu inteligente: fosse verdadeiro, franco, não escondesse absolutamente nada. Disse primeiramente que trazia uma ótima notícia: a notícia de que ela tinha um admirador secreto, um pretendente que não imaginou existir. Julienne, sem saber o que responder e achando que o pai estava brincando ao fazer piada da sua solteirice, riu pedindo que ele deixasse de gozação. - “Estou sozinha, pai, mas o senhor sabe que é por opção.” - Timóteo, no entanto, não externou qualquer sinal de que brincava. Revelou em tom de voz sério que o tal admirador era o seu chefe, Valdivino, no qual ela havia visto somente em duas oportunidades: em uma festa de aniversário de um colega de Timóteo e em uma confraternização de fim de ano na montadora de eletrodomésticos, levada justamente pelo pai. Julienne achou a conversa um completo absurdo, um bestial despropósito. Não amava Valdivino e nem tampouco se lembrava de alguma vez ter transparecido coisa do tipo. Valdivino era boas décadas mais velho do que ela, aparentava ter a mesma idade do pai. Peremptoriamente, julgou que se esse casamento, por alguma desgraça, acontecesse contra sua vontade, já estava fadado a não frutificar por vício de origem. - “Por favor, minha filha, pense com carinho!” - tão ligeiro percebeu que a filha Julienne se mostraria irredutível na enfática recusa, Timóteo se ajoelhou no chão da cozinha, aos prantos, e implorou que aceitasse Valdivino como homem, garantindo assim seu emprego, por consequência, o sustento da família. - “Mas papai!” - Julienne acabou reconsiderando sua decisão. Nunca havia visto o pai tomado por tamanha angústia e desespero. Não apenas aceitou o casamento como casaria tão logo o pai escolhesse a data.
Julienne Melgaço e Valdivino se casaram passado pouco menos de um mês da proposta. Na cerimônia, estavam todos os poucos Melgaços da cidade de São Bernardo: Timóteo, a própria Julienne e os dois irmãos, Felipe e Zlatan, que, tanto um quanto o outro, viram Julienne se casar sem que soubessem do acordo do genro com o pai. Começaram a desconfiar que algo não se encaixava naquela repentina história de amor ao presenciarem em casa, intrigados, um momento de tristeza da irmã dias depois do casório. Depois, ouviram o pai agradecê-la de maneira fervorosa por um certo favor que ela prestara. - “Obrigado, minha filha, por aceitar Valdivino!” Obrigado mesmo!” - deu-se assim: Timóteo e Julienne conversavam na sala; os irmãos discutiam no quarto sobre coisas sem muita importância; Felipe e Zlatan, no que abriram a porta, curiosos, ficaram em silêncio, somente ouvindo a conversa, no entanto, mesmo assim, continuavam sem compreender que favor era esse que a irmã Julienne havia prestado ao pai. - “Que será que eles estão escondendo de nós?” - Zlatan não admitia tamanho segredo. - “Será que tem a ver com a gente?” - Felipe não ficou atrás.

Não passava uma semana sem que Valdivino e Julienne os visitassem.

Felipe e Zlatan continuaram investigando a história, atentos aos momentos em que o pai, a irmã e Valdivino ficavam juntos, assistindo televisão na sala, enquanto que Julienne se esforçava para parecerem um casal. Persistentes, não demorariam a descobrir a verdade pela boca de Julienne, que, colocada contra a parede pelos irmãos, revelou finalmente porquê se casara. - “Valdivino prometeu o emprego do nosso pai se me casasse com ele.” - disse.

Felipe, transtornado e furioso com a audácia do pai, fugiu de casa na mesma hora da descoberta, levando consigo apenas o desgosto que o consumia e a roupa do corpo. Felipe era sensível, sempre tivera uma forte admiração pelo pai honesto e trabalhador. Tornou-se morador de rua a partir de então, cidadão do mundo, mudando tanto de cidade em cidade que nunca mais voltou para casa. Zlatan, frio, ponderado e calculista, temperamento oposto ao do irmão emotivo, ainda no dia da descoberta, enquanto Felipe fugia de casa, pediu para Julienne que não contasse ao pai que o acordo do casamento já não era mais um segredo. Zlatan Inácio de Souza, com o argumento de que a família já estava sofrendo muito, a convenceu de que deixassem tudo como estava. - “Tem razão.” - Julienne Melgaço concordou.

Por dias, Zlatan agiu com o pai como se não soubesse do acordo. Seja no trabalho ou em casa, de frente para a televisão, tratou-o com cordialidade, muito mais atencioso do que costumava ser, até que, ao vislumbrar a oportunidade que julgou ser a melhor, o filho mais velho se vingaria da audácia do pai. Antes disso, havia cogitado matá-lo preparando-o uma caneca bem cheia de café com leite que envenenara com soda e uma colher de vidro moído, mas, ainda assim, seria pouco. No último segundo de oferecê-lo, Zlatan deixou a caneca cair encima da cama, recuando de matá-lo por aquela vez.

A vingança definitiva veio absoluta depois de um dia exaustivo de trabalho, quando tramou uma emboscada em uma pracinha mal iluminada, um pouco longe da empresa, mas que Timóteo a conhecia. Zlatan disse, por telefone, que precisava falar pessoalmente com ele o mais rápido possível, que havia reencontrado Felipe e que a vida dos dois corriam perigo. - “Ele está aqui comigo, pai. Ele está muito ferido, precisa vê-lo.” - Timóteo saiu da empresa e foi correndo até eles. Transcorrido bem menos de uma hora, Timóteo Maria Melgaço já se encontrava, esbaforido, diante do filho mais velho. Foi logo perguntando onde estava Felipe que não o via, entretanto, Zlatan, irreconhecível, nada respondeu. Sacou um revólver que escondia nas costas com uma das mãos e enterrou cinco balas na barriga de um Timóteo que ainda teve tempo de encará-lo nos olhos, com um semblante esvaziado, antes de respirar pela última vez. Tal frieza não fosse suficiente, a ira de Zlatan fez-se tamanha que prosseguiu acrescentando crueldade onde sobrava o ódio. Catou um facão que havia jogado atrás de um dos bancos da pracinha, decapitou o corpo tombado do pai e levou a cabeça para casa, dentro de um saco plástico de supermercado.

Deu-lhe um destino diabólico no dia seguinte, no que acordou com o olhar avermelhado, fúnebre. Zlatan ajeitou a cabeça em uma caixa de madeira, cuja metade forrou com uma mistura generosa de cal e mato, e a levou para o trabalho, onde, assim que chegou na montadora, cumprimentou os colegas de turno e se dirigiu até a sala do genro. Não o viu recostado folgadamente em sua cadeira de couro como geralmente ficava, nem em parte alguma da sala; não havia ninguém ali além de Zlatan e o presente na caixa de madeira. Colocou a caixa encima da mesa, saiu da sala e voltou para junto dos colegas, onde, tranquilo, pôs-se a trabalhar como se nada importante houvesse acontecido.

Valdivino nunca pôde mensurar o susto que tomou quando adentrou a sala e abriu a caixa. A cabeça ainda pingava sangue.


FIM.

12 comentários:

  1. Olá, Roberto!
    Primeiramente, agradeço sua visita e comentário em meu blog! Prometo que vou tentar encontrar um conto escondido de Poe para resenhar, rs.

    Você escreve textos de qualidade, intensos e envolventes. Me identifiquei com grande parte deles! Na verdade, acho até que muitos poderiam ser continuados, transformando-se em livros (como por exemplo, o conto Quilômetro Cinza, que me relembrou grandes clássicos do horror, fantástico). Continue escrevendo, que certamente me terá como leitora daqui pra frente. Sucesso para ti, para nós!
    Um forte abraço!

    Débora
    http://amorlivronico.blogspot.com.br/

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    1. Débora, seu comentário foi para lá de gentil.

      Tem razão, quem sabe um desses contos não rende um romance ou então alguns deles não rendem uma coletânea de contos. É algo que eu estou pensando seriamente.

      Obrigado. Volte sempre.

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  2. Oi Roberto, tudo bem?

    Cada texto que leio seu, sou completamente surpreendida. Acabo me apegando aos personagens. Adoro esse lado realista que você aborda, nos fazendo enxergar muito dos personagens no nosso dia a dia. Para ser sincera, achei o meio que um absurdo a atitude do filho, casamento arranjado já foi comum e isto não justifica essa atitude tão drástica.
    Parabéns pelo texto, mas uma vez esta muito bem escrito e consegue trazer o elemento surpresa!

    Beijos!

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    1. Alice, obrigado pelos elogios.

      Se me conto te surpreendeu, fico feliz que tenha gostado, rs.

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  3. Caramba Roberto, por essa eu não esperava! Gosto muito dos seus contos porque se aproximam demais da realidade, com personagens imperfeitos, cheios de sentimentos com os quais nos identificamos.

    Nesse, em particular, assim que comecei a ler, achei que fosse me deparar com um final feliz. Muito pelo contrário! Foi uma surpresa boa, porque não gosto do óbvio.

    Gosto também como você resume muito em pouco, sem se esbanjar de palavras ou encher muita linguiça. Parabéns pelo ótimo trabalho e continue escrevendo lindamente, como o faz. Abraços!

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    1. Giovanna, obrigado mesmo. Fico feliz que tenha gostado da história que criei.

      Volte sempre!

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  4. Olá! Você realmente escreve muito bem, narra a história de maneira a nos prender e nos deixar curiosos quanto ao final! Esse final inclusive foi bem surpreendente, mas acho que ficaria ainda melhor se você incluísse problemas no casamento de Julienne que justificassem também ira do irmão do mais velho. Afinal, ela se casou com um homem que não amava, o pai de certa forma a vendeu, isso poderia gerar raiva, mas achei demais o filho chegar ao ponto de matar o pai só porque ele forçou a irmã a se casar em troca do emprego.
    Propondo um final alternativo, me agradaria mais se o irmão se revoltasse com Valdivino e o matasse ao invés do próprio pai. Assim ele sofria por ter sido tão mau com seu empregado e Julienne ainda ficaria com uma boa pensão! haha

    Beijos! ;)

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    1. Thaís, seu comentário me deixou abismado, kkk.

      Vamos por partes:

      1. Não poderia entrar nos detalhes do casamento de Valdivino e Julienne porque senão não seria um conto e sim um romance, um drama uma história de terror, rs.

      2. Zlatan matou o porque o "amava" e as pessoas matam por "amor". Foi um crime em família e passional.

      3. Matar Valdivino talvez fosse óbvo demais e não traria a menor relevância ao conto.

      É bom chocar o senso comum às vezes, kkk

      Obrigado pela visita. Volte sempre!

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  5. Meu deus, cara, que coisa macabra (É uma constatação, não uma critica).

    Nos aspectos formais, eu gostei mesmo foi da sua narração. Não sei bem o porque, mas é quase como se alguém estivesse lendo para mim, da uma sensação de estar assistindo o desenrolar da história que aumenta a tensão no decorrer dos acontecimentos!

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    1. Coletivo, seu comentário me leva à conclusão de que cumpri com maestria o meu objetivo.

      Foi exatamente isso o que eu queria com o conto.

      Obrigado, volte sempre!

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    2. Fico feliz com isso, e voltarei, sim ;)

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