POESIA: Na Ponta da Língua, Oco.


Não disse por pouco, um pouco rouco.
Louco, não sei sequer se disse o que disse.
Por falta de alguma daquelas sortes,
por uma suada distração incontida,
eu, pouco, louco, rouco e aprendiz.

Esclarecido e vencido de meu próprio sufoco,
convencido de que pudesse ter dito
articulando-me na infinita palavra perdida.
Na ponta da língua, expectado.
Na ponta oca da vida, expectativa.

Comentários

  1. Uau, cara! Esse é um dos melhores poemas teus que eu já li! Bravo! Adorei! Vou compartilhar...

    Abraços!

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  2. Realmente essa poesia tem um jogo gostoso de palavras. E sim, eu sorri. Amei!

    Ficou lindo <3

    Di, Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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  3. Oi Roberto. Eu gosto de poesias. Pena que é um gênero deixado um pouco de lado e que algumas pessoas acham que qualquer jogo de palavras forma uma bela poesia.
    Parabéns pelo texto. Beijos

    https://almde50tons.wordpress.com

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  4. Muito bacana! Tua metalinguagem sempre é muito show. Já vim no teu blog algumas vezes e fico surpreso com tua evolução. Parabéns! Leia mais, escreva mais e nos impressione mais, sempre! Parabéns.

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  5. Olá Rob, tudo bem?

    Acho que nem preciso tecer elogios a sua escrita, pois você deve saber o quanto é bom no que faz e como consegue passar mensagens com suas palavras. Adorei o jogo de palavras que você colocou aqui, pois nos fazem ler e reler até entender onde você quis chegar. Muito bom!

    Beijos!

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  6. Poucas palavras, mas muitos sentimentos. É possível sentir. Amei ♥
    Beijos

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